Nenhum grupo de carnívoros dentes de sabre caçava da mesma forma

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Uma equipe de cientistas, com participação espanhola, analisou 60 espécies diferentes desses predadores por meio de simulação em computador, algumas até mesmo anteriores aos dinossauros.

Os resultados revelam que o formato craniano semelhante entre esses predadores se deve à necessidade de abrir a boca para os dentes e não a um estilo de caça compartilhado entre as espécies, confirmando estudo realizado em 2018.

odentes de Sabrecaçadoreshipercarnívoros Já extintos, eram caracterizados por terem caninos longos e estreitos, com os quais eram capazes até de derrubar um mamute com uma mordida. Esses animais tinham uma forma de matar suas presas muito diferente da dos felinos atuais, que o fazem por sufocação.

Cientistas da área de Paleontologia e Evolução da Universidade de Málaga, que há anos lideram pesquisas internacionais sobre esses superpredadores, acabam de publicar um estudo na revistaAnais da Royal Society B em que revelam que nenhum grupo de dentes de sabre caçava o mesmo, algo que passou despercebido por décadas.

"Predadores com dentes de sabre desenvolveram uma diversidade desconhecida em estilos de caça e matança nos últimos 250 milhões de anos", diz ele.Borja Figueirido, da Faculdade de Ciências da UMA, que desenvolveu este trabalho com investigadores da Universidade de Birmingham, liderados pelo professor de Paleobiologia Stephan Lautenschlager.

Os resultados mostram quecaninos alongados, que alcançam um comprimento de até30 cm em algumas espécies, eles evoluíram independentemente em sete linhagens diferentes de mamíferos carnívoros. “Devido ao formato semelhante do crânio e dos dentes, há muito se supôs que todos esses animais caçavam e matavam suas presas da mesma maneira”, explica o especialista.

Figueirido destaca que representantes de todos os grupos de dentes de sabre - mais de 60 espécies diferentes - foram incluídos neste estudo. Os primeiros estavam presentes antes dos dinossauros.

Uma grande abertura de boca

Graças às simulações computacionais das capacidades funcionais de dentes e crânios, através das quais oforça de mordida, o ângulo deboca aberta e resistência à flexão, os cientistas mostraram que não há grupo que possua a mesma biomecânica craniana, o que significa que sua estratégia de caça era diferente.

“O que constatamos é que o formato semelhante dos crânios dente de sabre é imposto pela necessidade de abrir bem a boca, devido ao comprimento dos caninos, e não porque caçam da mesma forma”, esclarece a pesquisadora da Universidade de Málaga.

“Isso provavelmente explica porque muitas vezes encontramos diferentes espécies desses predadores no mesmo local: eles caçavam presas diferentes e também diferentes e isso impedia a competição entre eles”, conclui.

Bibliografia:

Stephan Lautenschlager, Borja Figueirido, Daniel D. Cashmore, Eva-Maria Bendel e Thomas L. Stubbs. 2020. “A convergência morfológica obscurece a diversidade funcional em carnívoros dente-de-sabre”. Procedimentos da Royal Society B 287, 1935: https://doi.org/10.1098/rspb.2020.1818


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